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Análise comparativa de coagulantes com auxiliar de coagulação para tratamento de água para abastecimento público em Jar-Test

Publicado em 20/03/2017 às 16:28:28

Resumo

O trabalho faz uma análise comparativa entre três coagulantes utilizados na remoção de turbidez em águas superficiais de uso para abastecimento público, juntamente com um auxiliar de coagulação, sendo os coagulantes utilizados: o PAC, Sulfato de Alumínio e Cloreto Férrico. Para as analises foram realizados teste de bancada com equipamento Jar Test sendo este um procedimento simples para obtenção de qual melhor parâmetro em mistura rápida, gradiente de velocidade e dosagens a serem aplicadas. O trabalho foi desenvolvido no Laboratório Físico Químico II, do curso de Tecnologia em Saneamento Ambiental no IFPA, campus Belém. As amostras de água para os testes foram coletadas no lago Bolonha, sendo que este lago abastece a ETA Bolonha da cidade de Belém, sua coleta foi na entrada da estação, com o objetivo de se fazer a caracterização da agua bruta. Para qualidade da água superficial os resultados foram comparados a Resolução nº 357/2005 do CONAMA, que dispõe sobre a classificação das águas e na classe II diz que pode ser destinado ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional. Os resultados dos testes de coagulação, floculação e decantação fora comparados a Portaria 2.914/2011 do MS para potabilidade. Dentre os três coagulantes utilizado nessa etapa de coagulação o que apresentou melhor remoção da turbidez foi o PAC com até 0,7NTU, mostrando assim 92% de eficiência sendo o melhor coagulante testado, por esta com valor abaixo de 1NTU aceitável pela Portaria para padrões de água potável.

Introdução

O acesso à água é de suma importância para garantir a sobrevivência de qualquer ser vivo e desenvolvimento de infinitas atividades realizadas na terra, sejam essas executadas em áreas urbanas, industriais ou agropecuárias. E para isso torna-se a necessidade de uma água com qualidade. Pois a natureza e a composição do solo sobre o qual a água escoa, determinam as impurezas adicionais que ela apresenta, fato agravado pelo aumento e expansão demográfica e atividades econômicas na indústria e agricultura, fazendo com que não se considere segura nenhuma fonte de água superficial, sendo obrigatória uma ou outra forma de tratamento (RICHTER, 1991).

De acordo com Richter (1991) a qualidade de determinada água é avaliada por um conjunto de parâmetros determinados por uma série de análises físicas, químicas e biológicas. A apreciação da sua qualidade, com base em uma ou em algumas poucas análises, frequentemente é a causa de erros, o que exige procedimentos mais rigorosos quanto a realização de testes.

Para Leme (1990) um dos primeiros processo para tratamento da água do manancial, na entrada da água bruta de uma ETA, é a etapa da coagulação. Dada a importância da coagulação na ETA, tornam-se imprescindíveis estudos mais aprofundados sobre os diversos tipos de coagulantes. Por isso, é uma etapa muito importante, pois caso esta etapa de coagulação não tenha êxito, todas as demais estarão prejudicadas, a ponto de, em certas situações, obrigar o descarte de toda a água efluente da ETA por estar fora dos padrões de potabilidade. (CARVALHO, 2008).

Diante disso, o presente trabalho mostrar a importância do tratamento de água para o consumo humano, que através de práticas com, os testes em bancada, obteve-se com aperfeiçoes na escolha de qual um/ou produto químico deve ser aplicado numa estação de tratamento, levando em consideração que o produto mais indicado com relação ao tempo gasto e o custo que terá para o tratamento. Sobretudo, por se tratar de coagulantes usados em ETA’s para abastecimento público. A pesquisa é uma análise com três diferentes tipos de coagulantes junto a um auxiliar de coagulação, sendo estes os coagulantes: Sulfato de Alumínio Al2(SO4)3, Policloreto de Alumínio – PAC Cloreto Férrico – FeCl3 e o auxiliar Polímero de Alumínio, sendo os mais usados nos processos de tratamento em águas para abastecimento público, com intuito de verificar e otimizar quais melhores dosagens usadas em Jar-Test para remoção de turbidez, assim, sendo realizado no Laboratório Físico-Químico II dos cursos de Tecnólogia em Saneamento Ambiental do Campus Belém.

Autores: Juvanilde Sousa do Esperito Santo Cordeiro; Francisca Nara da Conceição Moreira; João Carlos Magalhães Monteiro; Adiel José Passos da Cunha Júnior e Márcia Valéria Porto de Oliveira Cunha.

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