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Reaproveitamento de extrato vegetal de efluente de indústria do setor madeireiro como proteção contra corrosão para aço galvanizado

Publicado em 01/03/2017 às 16:43:03

Resumo

Os subprodutos presentes no efluente de um processo produtivo do setor madeireiro foram utilizados como revestimento protetor de aço galvanizado, avaliando a sua utilização contra a corrosão. O extrato foi obtido por decantação do efluente de cozimento de toras de Pinus por acidificação a pH de 1,5; sem a necessidade de adição de coagulantes ou floculantes. Depois, o extrato foi ajustado a pH 5 para ser estudado. As peças metálicas foram desengraxadas por 10 min e deixadas submersas no extrato vegetal por tempos de 08 min, 15min e 30min, e passaram por um processo de cura por 1h a 100ºC. As chapas foram submetidas a ensaios de Impedância e Polarização, e posterior análise de corrosão. As peças revestidas com esse extrato apresentaram comportamentos satisfatórios comparadas com as peças cromatizadas, assegurando que novos estudos ainda precisam ser realizados para aprimoramento da técnica e posterior aplicação industrial.

Introdução

O trabalho a seguir apresentado surgiu do estudo de reaproveitamento de subprodutos recuperados em um efluente de indústria do setor madeireiro. Este efluente de difícil tratabilidade contém uma série de produtos de interesse e que podem ser utilizados em diversas áreas, dentre elas a proteção contra corrosão. Taninos são substâncias polifenólicas presentes em diversos vegetais superiores e que são obtidos por extração aquosa quente (PIZZI, 1994; GARNIER et al, 2002). Segundo Peres (2010), inibidor de corrosão é a substância que quando adicionada em pequenas concentrações no meio, reduz efetivamente a taxa de corrosão de um metal. As técnicas mais utilizadas para a avaliação do comportamento dos inibidores de corrosão são a polarização potenciodinâmica, medidas de perda de massa e espectroscopia de impedância eletroquímica. Ainda, de acordo com Peres, taninos vem sendo utilizados como inibidores de corrosão em águas de alimentação de caldeiras ha mais de cem anos e por, pelo menos, quarenta em sistemas de resfriamento a água. Assim, o trabalho desenvolvido teve como objetivo estudar a capacidade do subproduto obtidos do efluente como inibidor de corrosão em aço galvanizado. O efluente foi acidificado a pH 1,5 onde formou-se um precipitado. Este precipitado, daqui pra frente denominado de extrato vegetal, teve seu pH ajustado para pH 5 para ser estudado como revestimento protetor/inibidor de corrosão.

Autores: Feron, G. L.; Garcia, B. P.; Meneguzzi, A. e Sacilotto, D. G.

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